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  • Artigo LN OEC: Nunca foi tão importante construir como agora

    DATA: 08/12/2022

    Publicado por: OEC

    Mauricio Cruz Lopes – Líder de Negócio da OEC Engenharia e Construção

    Pandemia, guerra, polarização política, estagflação, com baixo crescimento econômico ou recessão, são desafios mundiais e que impactaram os mercados onde atuamos. Um cenário desafiador, mas que não diminuiu o nosso otimismo, pelo contrário, ampliou a vontade de realizar, percebendo as oportunidades latentes que se apresentam. Uma delas é a necessidade da retomada dos investimentos em construção pesada, como alavanca para geração de empregos e dinamização da economia, um processo que implica necessariamente o exercício de complementaridade entre a atuação pública e privada.

    Acredito integralmente na capacidade transformadora da livre iniciativa. Mas mesmo entre os mais liberais, e cito aqui o pensador escocês Adam Smith, um dos pais dessa doutrina, o Estado não pode prescindir das obrigações que apenas lhe cabem. “Segundo o sistema da liberdade individual, o governante tem apenas três deveres de grande importância: a defesa da sociedade contra inimigos externos, a proteção de cada indivíduo das ofensas que a ele possam dirigir outros indivíduos, e o provimento das obras públicas que não poderiam ser executadas se confiadas à iniciativa privada”, defendia Smith. Concentrando minha atenção nesse terceiro ponto, concordo com a análise e considero que continua muito atual.

    O Brasil, particularmente, avançou bastante com o novo marco do saneamento e na agenda de concessões. Atualmente 70% da carteira de projetos da OEC – Engenharia e Construção, em território nacional, é de clientes privados, empresas como a New Fortress Energy, Eurofarma, Braskem e Acelen, entre outras. Exemplos de organizações que seguem acreditando, expandido e aumentando sua produção.

    Mesmo assim, vivemos hoje um dos momentos de menor investimento em infraestrutura da história recente, no Brasil e na América Latina. Dado ratificado por estudos de entidades setoriais, academia e agentes econômicos. É preciso modernizar, rever travas, ser criativo, sem entrar em irresponsabilidade fiscal, para reequilibrar a balança e assegurar o devido papel do Estado para geração do desenvolvimento em todas as regiões, das mais pobres às mais ricas.

    O setor de infraestrutura, com suas grandes, médias e pequenas construtoras, está preparado para fazer sua parte. O Brasil segue mantendo um know how diferenciado na engenharia e a prova são as realizações no presente. Mesmo sob um cenário desafiador para todo o mercado, somente a OEC, de junho de 2021 a julho de 2022, atuando com foco estratégico no Brasil, África, Estados Unidos, Peru e Panamá, gerou receitas de R$ 3,4 bilhões, entregou 11 obras a seus clientes e à sociedade, incorporando ainda R$ 5,2 bilhões em novos contratos para sua carteira de projetos.

    Levantamento produzido pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) revela que, a cada R$ 1 milhão direcionado a obras, há um aumento de R$ 1,4 milhão do Produto Interno Bruto (PIB) e geração de 34 novos postos de trabalho. Isso sem contar impactos diretos e indiretos ao longo de 32 cadeias produtivas relacionadas ao setor. Boa infraestrutura é fundamental para a economia, para a qualidade de vida das pessoas e para a preservação do meio ambiente. Nunca foi tão importante construir como agora.

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